Publicado por: Paulo Lima | 3 maio, 2011

Ser feliz é …

Tento observar um estado emocional que chamamos de felicidade de várias formas: lendo, escutando e observando. É claro que sobre a minha ótica do que é felicidade. Creio que a subjetividade de tal assunto é muito ampla para caber em qualquer texto que utilize mídia convencional, precisaríamos de muitas ligações entre palavras e fragmentos de texto, e ainda assim seria bem possível que nos perdêssemos em algum ponto do texto.

No fundo, independente do que achamos, todos buscam essa tal felicidade, seja ela no amor, no trabalho, com amigos, nos esportes, viajando, etc. Cada um embarca em sua própria viagem mental sobre este interessante assunto. Eu aqui sentado num aeroporto lotado, depois de um dia, ou vários de trabalho, me pego refletindo sobre este assunto mais do que discutido e batido.

Sim, vivo me perguntando sobre o que é ser feliz? Acho que ser feliz é um processo formado por tantas coisas: matéria, essência, espiritualidade, pessoas e com certeza tudo isso combinado com outras sensações aqui não descritas.

Será que podemos ser felizes sem ter um objetivo na vida, creio que não, mas agora parei para pensar que a vida não pode ser formada por um único objetivo norteador de outros objetivos, somos mutantes, queiram vocês ou não. Às vezes as pessoas jogam suas âncoras em um objetivo e vão catando coisas e pessoas ao longo deste caminho “central”, mas às vezes, no meu caso, ao atingir o topo da montanha queremos escalar outra, ou até mesmo voar. Não podemos nos limitar ao fácil, precisamos buscar desafios, coisas que nos façam sentir que estamos vivos, coisas que nos causem problemas sim. Problemas fazem a gente refletir, inclusive sobre nossos objetivos.

Temos que ser desafiados o tempo todo seja profissionalmente, quebrando nossos recordes ou barreiras pessoais e nos relacionando, seja amando ou apenas interagindo com o mundo. Será que temos que ser algo concebido por conceitos sociais para sermos felizes? Fico pensando na vida que levo quando olho para minhas escolhas profissionais; são muitas às vezes que fico de saco cheio com o que faço para viver, como se tivesse perdido a emoção que eu tinha quando tracei meus objetivos no início da jornada, ai vem aquela vontade de mudar para uma montanha mais alta, mais desafiadora, mais reflexão aparece, olhando para os lados, vendo as pessoas, suas vidas, suas escolhas, vejo que muita gente passa por tal reflexão, até as mais brilhantes mentes têm seus problemas.

Indagando onde está essa tal felicidade ou esse êxtase em viver, me vem a pergunta: qual o segredo disso tudo? Refletir, buscar, agir… Talvez ser feliz seja tão simples, mas temos um incômodo hábito de “cutucar” nós mesmos. Viver é realmente deixar viver? Penso hoje que ser feliz, sem clichê, é conseguir um sorriso que vem do fundo de nossa alma por termos algo que nos arranca um sorriso mesmo sem precisar sorrir, seria conseguir algo que não se deseje, mas que se renove e se queira sempre. Assim isolamos o desejo que morre ao atingirmos um objetivo uma meta, como um carro, uma casa, um emprego, uma viagem, etc. Podemos concluir então que desejos não são apenas materiais, vão muito além de matéria, mas é algo que se quer até obtermos, e depois acaba.

O desafio de ganhar o sorriso diário da alma é encontrar algo que se renove, que se admire, que se ame e que caminhe com você até o dia em que sua luz se apague.

Paulo Lima

(02/05/2011 – on the fly)

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