Publicado por: Paulo Lima | 11 abril, 2011

Viver

Quase sempre me pego pensando na vida, essa vida cheia de surpresas e ao mesmo tempo monótona, precisamos sempre de algo que possa “apimentar” nossos sentidos, que nos faça suar de verdade, ter medo, receios, dúvidas e que finalmente possa pelo menos ter a possibilidade de nos tirar no trilho.

Se viver fosse apenas suprir nosso complexo organismo, de substâncias que permitem deixar a máquina funcionando, tudo seria muito fácil. Mas viver não é tão fácil assim, temos que lidar com coisas abstratas como sensações, emoções, relações e coisas que podem abalar até mesmo as mais fortes estruturas mentais.

Dizem que tudo não passa de anormalidades químicas no cérebro, pequenas peças de uma máquina, que de certa forma não se comportam como deveriam, segundo seu projeto inicial. Somos tão suscetíveis a tudo que nos é apresentado, que às vezes criamos barreiras invisíveis como forma de autoproteção.

Viver é um processo subjetivo, que pode ser visto sobre vários ângulos. Quanto menos você sabe melhor para você, muita informação gera mais possibilidades de escolhas, muitas possibilidades de escolhas te causam dúvidas, dúvidas geram mais  dúvidas e lidar com isso tudo não é nada simples. Ao mesmo tempo isso tudo, certamente, responde o porquê observamos tantas pessoas que tem uma vida relativamente simples com aquele ar de felicidade, talvez não precisemos de muito para sermos felizes.

Por que os momentos felizes vão e vem? Por que a sensação de que sempre falta algo? Por que achamos que precisamos desse todo e não apenas de uma parte dele? Acho que precisamos mesmo é aprender a abrir mão de certas coisas, sejam essas coisas pessoas ou mesmo só coisas. Não adianta querer ter tudo. Nesses anos todos que vivi, nas coisas que observei e nos livros que li, tudo aponta para uma única resposta, é impossível ter tudo que queremos, mesmo que você possua o metal que move o mundo, isso não compra os nossos mais íntimos desejos.

Tento me encaixar no que penso e escrevo, mas confesso que NÃO É FÁCIL, mesmo tendo consciência disso tudo, gerenciar meu próprio EU não tem sido tranquilo.  Questões de todas as áreas me fazem refletir sobre o mundo que vivo, um turbilhão de fatos, pessoas e emoções fazem a máquina ferver, mas talvez isso seja VIVER.

Acho que Bob Marley  foi, de certa forma, atormentado por tudo isso que escrevi, e de repente teve uma “sacada” que dizia mais ou menos assim “não leve a vida tão a sério, afinal você jamais sairá vivo dela…”, talvez de forma simples e direta e com alguns aditivos a mais na cabeça Mr. Bob tenha simplificado tudo em algo do tipo: jogue fora tudo que te enche a porra do saco, pegue só o que é necessário e VIVA!

Paulo Lima

(11/04/2011)

 

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