Publicado por: Paulo Lima | 28 março, 2010

A cidade de Sinecera

Depois de um longo período adormecido, ele retorna a vida. No sono do aprendizado ele reviu outras histórias, pesou, mediu, analisou, chorou, sorriu e finalmente decidiu para onde queria ir. Talvez tenham sido poucas as possibilidades de escolha, e sendo assim ele escolheu viver na cidade de Sinecera. Uma bela cidade cercada por todos os elementos que a natureza podia dar, isso tudo o fascinava.

A bela cidade de Sinecera, algumas vezes, o confundia, sem saber que ali estava para de certa forma aprender de novo e aliviar seu carma. Como a regra diz que o tratado não pode ser revelado, ele é claro não sabia ao certo porque ali estava, acordava dias e dias em sua infância sem saber o que havia de errado, muitas pessoas passaram por sua vida e ele quase sempre a vencer batalhas, com algumas perdas é claro.

Um dia ao conversar com um diferente, ele então começa a perceber que sua missão não era assim tão fácil, e talvez o porquê de ali estar, quem sabe para cobrir algumas imperfeições que o mármore deixa exposto, que por mais belo que fosse, havia sempre uma falha. Seria esse o motivo de estar em Sinecera. Buscando algo que nem ele realmente saiba o que era, travando batalhas com moinhos de vento, cruzando limites e brincando com os elementos.

Os habitantes de Sinecera, em sua grande maioria, são como o mármore que teme ao sol, que impiedosamente, mostra suas imperfeições. Habitantes estranhos, em sua maioria, andam em grandes carruagens, vestem-se com pompa e elegância, praticam sexo com os que consideram pares de sua casta, cheios de vaidade e pouca praticidade do viver.

Dias se passam e assim ele vive em Sinecera. Como se um imã prendesse sua alma a cidade, por um motivo que nem ele sabe. O fato é que a cidade jamais permitiu que ele a deixasse por muito tempo. Qual seria o sentindo deste enigma, alguma revelação escondida ou até, talvez, já revelada. A busca continua porque se foi achado, não foi revelado, e com toda certeza ele só descansará quando encontrar o que busca.

* Informo aos leitores e questionadores, que o texto é livre e fictício. Não irei fazer interpretações do que escrevo, o objetivo é que cada um faça sua própria viagem mental.

** Sugiro ainda buscar a etimologia de algumas palavras, que pelo visto geram bastante dúvidas nos que leem o texto, tais como: sinecera (latim) e castas.

*** O legal de escrever é isso, provocar mentes apagadas, mentes pevertidas, mentes que só mentem, mentes medianas, mentes que brilham e mentes que pensam que brilham.  

****E parafraseando Nietzsche eu diria: “Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras.”

***** 🙂

20/01/2010

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