Publicado por: Paulo Lima | 14 março, 2010

Subliminar

As quantas oportunidades dadas e deixamos passar.

Logo que percebemos que passou achamos que foi melhor, será que realmente foi?

Gostamos de ser exploradores de mundos, de pessoas e de nós mesmos.

Um dia de cada vez é melhor do que atropelar o futuro, que está,  e deve ficar no futuro.

É assim que podemos viver, a observar e decidir.

Mas algumas pessoas talvez passem a vida toda sem pensar em escolhas, vontades, apenas vivem.

Que caminho tomar? Que estrada seguir? Quem encontrar? São perguntas nunca feitas.

Uma incrível vontade de encontrar o que não existe.

E as histórias se repetem, comigo, com você, com o vizinho, e com nossos irmãos que vivem do outro lado do mundo.

Basicamente viver é fácil, se pudéssemos usar todo o conhecimento já adquirido simplesmente do que observamos sem precisar ler nenhum livro.

Ufa! Mas se viver é tão fácil assim, porque as pessoas quase sempre reclamam de suas vidas?

Será que reclamamos demais? Teoricamente está tudo ai escrito e explícito, basta observar e seguir o caminho.

Como pode dar errado então? Com tantos “cases” de sucesso, Por que erramos tanto?

Atração pelo desconhecido, pelo complexo, pelo desafio, será que precisamos conviver com energias opostas para aprender a viver?

Por que não poderíamos ter uma vida que fosse “só sucesso”? Acho que a tal balança existe mesmo.

Ora se até os contos de fadas tem o velho enredo que vai do  sofrimento até o “ser felizes para sempre”.

Refazendo as contas da vida então ser feliz é necessariamente ter mais momentos felizes que infelizes?

A matemática do viver é mais nebulosa, pois gera expressões complexas, que tendem a não ter uma única solução.

Logo penso, que se continuar pensando nisso talvez eu esteja adicionando mais complexidade em algo que já tende a ser complexo.

Gosto de pensar que as pessoas que tem menos conhecimento são mais felizes, por que questionam menos, se contentam com o pouco que tem em seu mundo.

Usinar conhecimento não deve ser uma boa pedida, senão você entrará em “loop”.

É simplificando que talvez seja mais fácil levar a vida, sem pensar muito, viver (quase) de forma irresponsável, por que parece que o mundo pirou e os valores mudaram.

Mas o texto termina, talvez, como começou. É tudo uma questão de equilíbrio, se um dos pratos da balança tender muito para um lado, seja um pouquinho mais “burro” ou “esperto” talvez assim dê certo.

(23/01/2010)

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Responses

  1. gostei dos seus “fragmentos”…
    gostei de saber um pouquinho o que passa nessa sua cabeça louca, eletrica, viajante…
    to imaginando vc escrevendo essas coisas , melhor, vc falando… profundo…

  2. Em algum momento do texto me perdi, mas logo em seguida me reencontrei. De fato (ou pelo menos falando por mim), aqueles que questionam (principalmente a si mesmos) tendem mais a cair num “loop”. Bom seria se conseguíssemos seguir o “caminho do meio”, o sermos o “fiel” da balança ou simplesmente ignorarmos nossa existência (muitos fazem isso inconscientemente e… são felizes…).

  3. Em poucas palavras, mas com muito conteúdo, conseguistes sintetizar um mar de idéias a respeito do que se passa na tão complexa mente humana. Fiquei profundamente instrospectivo após ler este texto, e infeliz por ter ciência que a ignorância de muitos ainda prepondera sobre um bom intelécto contribuinte da hermeneutica. Otimo texto! Filósofo contemporâneo nato!


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