Publicado por: Paulo Lima | 8 maio, 2011

No fundo o que buscamos somos nós mesmos

Dizem que os opostos se atraem, isso é bem verdade na física, se tratando de cargas elétricas. Seres humanos até tem suas cargas, mas não são prótons ou elétrons, são cargas de vida, que se traduzem em várias experiências em todos os campos do viver.

Opostos que se atraem resultam de deslize ou falta de percepção, tudo menos algo que indique que uma relação entre opostos poderá dar certo. É claro que, às vezes, somos atraídos por algo diferente do que somos ou pensamos, mas isso não passa de curiosidade, não há consistência em uma relação onde opostos querem trilhar o mesmo caminho, pelo simples fato de serem opostos. Se houver disposição, um dos envolvidos pode mudar radicalmente seu modo de ser, para se tornar o que ele considera ser seu oposto. Tarefa difícil essa não?

Opostos não se atraem, no máximo se distraem, essa distração pode custar caro, pode levar tempo, mas um dia os pontos conflitantes virão de forma inexorável, e quando esse dia chegar só há dois caminhos a seguir: ceder ou de partir. Sendo objetivo, não caia em armadilhas, se buscas um alguém, seja um amigo, um amor, ou qualquer outra forma de relação duradoura encontre alguém que seja muito parecido com você, porque no fundo, o que queremos mesmo e ter alguém que compartilhe nossas idéias. Seja lá o que você gosta de fazer, que seu parceiro ou parceira gaste seu tempo fazendo isso tudo com você. Simplifique a sua vida olhando para você mesmo.

Paulo Lima
(08/05/2011)

Publicado por: Paulo Lima | 3 maio, 2011

Ser feliz é …

Tento observar um estado emocional que chamamos de felicidade de várias formas: lendo, escutando e observando. É claro que sobre a minha ótica do que é felicidade. Creio que a subjetividade de tal assunto é muito ampla para caber em qualquer texto que utilize mídia convencional, precisaríamos de muitas ligações entre palavras e fragmentos de texto, e ainda assim seria bem possível que nos perdêssemos em algum ponto do texto.

No fundo, independente do que achamos, todos buscam essa tal felicidade, seja ela no amor, no trabalho, com amigos, nos esportes, viajando, etc. Cada um embarca em sua própria viagem mental sobre este interessante assunto. Eu aqui sentado num aeroporto lotado, depois de um dia, ou vários de trabalho, me pego refletindo sobre este assunto mais do que discutido e batido.

Sim, vivo me perguntando sobre o que é ser feliz? Acho que ser feliz é um processo formado por tantas coisas: matéria, essência, espiritualidade, pessoas e com certeza tudo isso combinado com outras sensações aqui não descritas.

Será que podemos ser felizes sem ter um objetivo na vida, creio que não, mas agora parei para pensar que a vida não pode ser formada por um único objetivo norteador de outros objetivos, somos mutantes, queiram vocês ou não. Às vezes as pessoas jogam suas âncoras em um objetivo e vão catando coisas e pessoas ao longo deste caminho “central”, mas às vezes, no meu caso, ao atingir o topo da montanha queremos escalar outra, ou até mesmo voar. Não podemos nos limitar ao fácil, precisamos buscar desafios, coisas que nos façam sentir que estamos vivos, coisas que nos causem problemas sim. Problemas fazem a gente refletir, inclusive sobre nossos objetivos.

Temos que ser desafiados o tempo todo seja profissionalmente, quebrando nossos recordes ou barreiras pessoais e nos relacionando, seja amando ou apenas interagindo com o mundo. Será que temos que ser algo concebido por conceitos sociais para sermos felizes? Fico pensando na vida que levo quando olho para minhas escolhas profissionais; são muitas às vezes que fico de saco cheio com o que faço para viver, como se tivesse perdido a emoção que eu tinha quando tracei meus objetivos no início da jornada, ai vem aquela vontade de mudar para uma montanha mais alta, mais desafiadora, mais reflexão aparece, olhando para os lados, vendo as pessoas, suas vidas, suas escolhas, vejo que muita gente passa por tal reflexão, até as mais brilhantes mentes têm seus problemas.

Indagando onde está essa tal felicidade ou esse êxtase em viver, me vem a pergunta: qual o segredo disso tudo? Refletir, buscar, agir… Talvez ser feliz seja tão simples, mas temos um incômodo hábito de “cutucar” nós mesmos. Viver é realmente deixar viver? Penso hoje que ser feliz, sem clichê, é conseguir um sorriso que vem do fundo de nossa alma por termos algo que nos arranca um sorriso mesmo sem precisar sorrir, seria conseguir algo que não se deseje, mas que se renove e se queira sempre. Assim isolamos o desejo que morre ao atingirmos um objetivo uma meta, como um carro, uma casa, um emprego, uma viagem, etc. Podemos concluir então que desejos não são apenas materiais, vão muito além de matéria, mas é algo que se quer até obtermos, e depois acaba.

O desafio de ganhar o sorriso diário da alma é encontrar algo que se renove, que se admire, que se ame e que caminhe com você até o dia em que sua luz se apague.

Paulo Lima

(02/05/2011 – on the fly)

Publicado por: Paulo Lima | 11 abril, 2011

Viver

Quase sempre me pego pensando na vida, essa vida cheia de surpresas e ao mesmo tempo monótona, precisamos sempre de algo que possa “apimentar” nossos sentidos, que nos faça suar de verdade, ter medo, receios, dúvidas e que finalmente possa pelo menos ter a possibilidade de nos tirar no trilho.

Se viver fosse apenas suprir nosso complexo organismo, de substâncias que permitem deixar a máquina funcionando, tudo seria muito fácil. Mas viver não é tão fácil assim, temos que lidar com coisas abstratas como sensações, emoções, relações e coisas que podem abalar até mesmo as mais fortes estruturas mentais.

Dizem que tudo não passa de anormalidades químicas no cérebro, pequenas peças de uma máquina, que de certa forma não se comportam como deveriam, segundo seu projeto inicial. Somos tão suscetíveis a tudo que nos é apresentado, que às vezes criamos barreiras invisíveis como forma de autoproteção.

Viver é um processo subjetivo, que pode ser visto sobre vários ângulos. Quanto menos você sabe melhor para você, muita informação gera mais possibilidades de escolhas, muitas possibilidades de escolhas te causam dúvidas, dúvidas geram mais  dúvidas e lidar com isso tudo não é nada simples. Ao mesmo tempo isso tudo, certamente, responde o porquê observamos tantas pessoas que tem uma vida relativamente simples com aquele ar de felicidade, talvez não precisemos de muito para sermos felizes.

Por que os momentos felizes vão e vem? Por que a sensação de que sempre falta algo? Por que achamos que precisamos desse todo e não apenas de uma parte dele? Acho que precisamos mesmo é aprender a abrir mão de certas coisas, sejam essas coisas pessoas ou mesmo só coisas. Não adianta querer ter tudo. Nesses anos todos que vivi, nas coisas que observei e nos livros que li, tudo aponta para uma única resposta, é impossível ter tudo que queremos, mesmo que você possua o metal que move o mundo, isso não compra os nossos mais íntimos desejos.

Tento me encaixar no que penso e escrevo, mas confesso que NÃO É FÁCIL, mesmo tendo consciência disso tudo, gerenciar meu próprio EU não tem sido tranquilo.  Questões de todas as áreas me fazem refletir sobre o mundo que vivo, um turbilhão de fatos, pessoas e emoções fazem a máquina ferver, mas talvez isso seja VIVER.

Acho que Bob Marley  foi, de certa forma, atormentado por tudo isso que escrevi, e de repente teve uma “sacada” que dizia mais ou menos assim “não leve a vida tão a sério, afinal você jamais sairá vivo dela…”, talvez de forma simples e direta e com alguns aditivos a mais na cabeça Mr. Bob tenha simplificado tudo em algo do tipo: jogue fora tudo que te enche a porra do saco, pegue só o que é necessário e VIVA!

Paulo Lima

(11/04/2011)

 

Publicado por: Paulo Lima | 22 setembro, 2010

Admirável Mundo Novo

O ser humano em sua amplitude de desejos de Alice, às vezes quer o que não se pode ter, ou ter o que ele mesmo não pode possuir.

Uma jornada chamada vida, onde existe um maldito conceito de certo e errado, de padrões que insistem em não se atualizar, de um medíocre “mundo novo”.

Mundo novo “porra nenhuma”, que mundo novo é esse com pessoas novas e mentes velhas, com brilhantes descobertas e atitudes antigas, com modernas cidades e habitantes medíocres.

Não acredito definitivamente em mundo novo. Se novo fosse, as pessoas também teriam conceitos novos, atitudes novas, vontades novas, defeitos novos, amores novos…

Fincadas como raízes de uma velha árvore que insistem em não morrer, as pessoas se prendem a conceitos do passado, desejam coisas que seus antepassados de três ou quatro gerações também desejavam, o cerne do ser humano não mudou em nada.

A evolução mental do homem é lenta em relação ao próprio homem. Somos capazes de lançar foguetes, construir robôs, fincar uma bandeira na lua, mas não somos capazes de fazer um mundo melhor baseado em conceitos simples.

Somos apenas uma máquina de desejos fúteis, de uma sociedade feudal disfarçada de democracia, de barreiras sociais, onde as pessoas são capazes de fingir que nada de errado está acontecendo.

Em ambientes suntuosos “homens de preto” querem a qualquer custo se tornar deuses. Ser deus, seja lá que deus for, é algo grandioso, um deus do bem precisa ser digno, honesto, piedoso, respeitar as pessoas e acima de tudo não precisar provar que é deus.

Admirável mundo novo, onde bruxas da idade moderna espancam crianças indefesas, desviam verbas de seu próprio povo para gastar com futilidades, onde as pessoas fingem não ver os mendigos se arrastando pelas ruas por não ter mais nem sua própria dignidade.

Admirável mundo novo, onde precisamos ficar detidos e pagar caro por morar em uma prisão, porque temos medo de quem está do outro lado do muro.

Medo dos monstros criados por nós mesmos, que são produtos de nossas escolhas, quando elegemos incompetentes, desonestos e oportunistas cujo objetivo maior é aumentar, ainda mais, a sua própria fortuna.

Que admirável mundo novo é esse, onde os mais pobres não tem educação, dignidade e respeito, somos cegos de visão perfeita. Abstraímos o que nos convém de forma tão natural que chega a ser imoral a cegueira coletiva.

No mundo novo é assim, os óculos da mediocridade só permitem ver o que o próprio medíocre quer ver.

O mundo novo é tão velho, tão velho que as pessoas se preocupam por você ser como é, porque na verdade, segundo o conceito delas, você deveria ser como elas acham que você deveria ser e agir.

Admirável mundo novo “porra nenhuma”. O que me admira mesmo é isso: “me admirar do mundo novo”.

(11/05/2010)

Publicado por: Paulo Lima | 11 maio, 2010

Quem sou ?

O quanto de você diz realmente quem você é?

Você é o que tenta passar para as outras pessoas?

Ou você é a percepção do que as outras pessoas pensam sobre você?

Será que você realmente sabe quem deseja ser?

Ou talvez queira ser o que as pessoas querem quem você seja?

Existe uma conspiração para tornar você diferente do que você realmente está disposto a ser?

Ou será que você se sabota, e nega sua real essência, passando muito tempo sendo o que você não é?

É tão difícil ser você mesmo?

Ou será que nos perdemos em um lapso temporal, que de certa forma mudou o que projetamos ser?

Será que somos influenciados pelo meio em que vivemos? Pessoas? Lugares? Desejos? Amigos? Inimigos? Conexões com outros mundos?

Refletindo em mim, me pergunto: Será que hoje tenho plena consciência do que sou? Ou pelo menos do que desejo ser?

Fazendo as contas, percebi que sofro de um mal comum, em algum lugar do tempo esqueci realmente de ser eu mesmo.

Sendo assim com tantas dúvidas e questionamentos, tenho um dever de casa e tanto…Decidir quem eu quero ser…

Acho que isso já é um começo!

(14/03/2010)

Publicado por: Paulo Lima | 28 março, 2010

A cidade de Sinecera

Depois de um longo período adormecido, ele retorna a vida. No sono do aprendizado ele reviu outras histórias, pesou, mediu, analisou, chorou, sorriu e finalmente decidiu para onde queria ir. Talvez tenham sido poucas as possibilidades de escolha, e sendo assim ele escolheu viver na cidade de Sinecera. Uma bela cidade cercada por todos os elementos que a natureza podia dar, isso tudo o fascinava.

A bela cidade de Sinecera, algumas vezes, o confundia, sem saber que ali estava para de certa forma aprender de novo e aliviar seu carma. Como a regra diz que o tratado não pode ser revelado, ele é claro não sabia ao certo porque ali estava, acordava dias e dias em sua infância sem saber o que havia de errado, muitas pessoas passaram por sua vida e ele quase sempre a vencer batalhas, com algumas perdas é claro.

Um dia ao conversar com um diferente, ele então começa a perceber que sua missão não era assim tão fácil, e talvez o porquê de ali estar, quem sabe para cobrir algumas imperfeições que o mármore deixa exposto, que por mais belo que fosse, havia sempre uma falha. Seria esse o motivo de estar em Sinecera. Buscando algo que nem ele realmente saiba o que era, travando batalhas com moinhos de vento, cruzando limites e brincando com os elementos.

Os habitantes de Sinecera, em sua grande maioria, são como o mármore que teme ao sol, que impiedosamente, mostra suas imperfeições. Habitantes estranhos, em sua maioria, andam em grandes carruagens, vestem-se com pompa e elegância, praticam sexo com os que consideram pares de sua casta, cheios de vaidade e pouca praticidade do viver.

Dias se passam e assim ele vive em Sinecera. Como se um imã prendesse sua alma a cidade, por um motivo que nem ele sabe. O fato é que a cidade jamais permitiu que ele a deixasse por muito tempo. Qual seria o sentindo deste enigma, alguma revelação escondida ou até, talvez, já revelada. A busca continua porque se foi achado, não foi revelado, e com toda certeza ele só descansará quando encontrar o que busca.

* Informo aos leitores e questionadores, que o texto é livre e fictício. Não irei fazer interpretações do que escrevo, o objetivo é que cada um faça sua própria viagem mental.

** Sugiro ainda buscar a etimologia de algumas palavras, que pelo visto geram bastante dúvidas nos que leem o texto, tais como: sinecera (latim) e castas.

*** O legal de escrever é isso, provocar mentes apagadas, mentes pevertidas, mentes que só mentem, mentes medianas, mentes que brilham e mentes que pensam que brilham.  

****E parafraseando Nietzsche eu diria: “Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras.”

***** 🙂

20/01/2010

Publicado por: Paulo Lima | 14 março, 2010

Subliminar

As quantas oportunidades dadas e deixamos passar.

Logo que percebemos que passou achamos que foi melhor, será que realmente foi?

Gostamos de ser exploradores de mundos, de pessoas e de nós mesmos.

Um dia de cada vez é melhor do que atropelar o futuro, que está,  e deve ficar no futuro.

É assim que podemos viver, a observar e decidir.

Mas algumas pessoas talvez passem a vida toda sem pensar em escolhas, vontades, apenas vivem.

Que caminho tomar? Que estrada seguir? Quem encontrar? São perguntas nunca feitas.

Uma incrível vontade de encontrar o que não existe.

E as histórias se repetem, comigo, com você, com o vizinho, e com nossos irmãos que vivem do outro lado do mundo.

Basicamente viver é fácil, se pudéssemos usar todo o conhecimento já adquirido simplesmente do que observamos sem precisar ler nenhum livro.

Ufa! Mas se viver é tão fácil assim, porque as pessoas quase sempre reclamam de suas vidas?

Será que reclamamos demais? Teoricamente está tudo ai escrito e explícito, basta observar e seguir o caminho.

Como pode dar errado então? Com tantos “cases” de sucesso, Por que erramos tanto?

Atração pelo desconhecido, pelo complexo, pelo desafio, será que precisamos conviver com energias opostas para aprender a viver?

Por que não poderíamos ter uma vida que fosse “só sucesso”? Acho que a tal balança existe mesmo.

Ora se até os contos de fadas tem o velho enredo que vai do  sofrimento até o “ser felizes para sempre”.

Refazendo as contas da vida então ser feliz é necessariamente ter mais momentos felizes que infelizes?

A matemática do viver é mais nebulosa, pois gera expressões complexas, que tendem a não ter uma única solução.

Logo penso, que se continuar pensando nisso talvez eu esteja adicionando mais complexidade em algo que já tende a ser complexo.

Gosto de pensar que as pessoas que tem menos conhecimento são mais felizes, por que questionam menos, se contentam com o pouco que tem em seu mundo.

Usinar conhecimento não deve ser uma boa pedida, senão você entrará em “loop”.

É simplificando que talvez seja mais fácil levar a vida, sem pensar muito, viver (quase) de forma irresponsável, por que parece que o mundo pirou e os valores mudaram.

Mas o texto termina, talvez, como começou. É tudo uma questão de equilíbrio, se um dos pratos da balança tender muito para um lado, seja um pouquinho mais “burro” ou “esperto” talvez assim dê certo.

(23/01/2010)

Publicado por: Paulo Lima | 21 janeiro, 2010

Contradição

Quem realmente sabe quem é? Ou pior o que é????

Eu diria quem não sou!

Não sou alguém que se busca.
Não sou alguém que se queira.
Não sou alguém que se defina.
Não sou alguém que  querem que eu seja.

Hoje sou apenas negação.
Amanhã afirmação, surpresa, alegria, propulsão.

Mas o que ? Ou quem  eu sou ?
Sou apenas parte disso, ou aquilo, que você insiste em buscar.
Paradoxalmente jamais serei o que ou quem você quer que eu seja…
Pelo simples fato, de eu, quem sou…sou apenas eu…
Este eu de agora, que relativamente pode ser outro amanhã, ou até mesmo ontem.

Humano, objeto, pacote, produto, processo, sub qualquer coisa de algo mix …
O máximo que se define é quase nada.
O resto é pura especulação …

Publicado por: Paulo Lima | 18 outubro, 2009

Tempo ao Tempo

Tem certas horas que o melhor é não pensar nas horas.

Parece que o tempo é, paradoxalmente, amigo e inimigo quando te faz perceber que é necessário esperar, e ao mesmo tempo demora tanto em passar.

Se um dia precisar de tempo não lute contra ele, corra para o seu mais íntimo refúgio sem olhar para nada, cure-se e aproveite o que o próprio tempo vai te dizer sobre você mesmo, surpreenda-se com as descobertas, e sem perceber tudo passou…

Ao olhar para trás, você descobrirá, mais uma vez, que todas as respostas estavam sempre ali do seu lado.

Observe cada “grão de areia” da ampulheta do tempo, que cai como passagens da sua própria vida, repentinamente você acordará.

Sendo assim basta querer: logo, logo você estará sorrindo novamente!

Publicado por: Paulo Lima | 23 setembro, 2009

Interação

Recentemente, uma bela garota me surpreendeu com uma pergunta: – O que há de errado em mim?

Confesso que eu sabia o motivo da pergunta? Não por ser esperto ou ter poderes extra-sensoriais. Mas, ainda assim respondi a pergunta com outra pergunta (num tom de surpresa): “- Por que você está me perguntando isso?” Eis a resposta que eu já esperava: “- porque eu não dou certo com ninguém?”

Gosto de escrever sobre interações entre seres humanos, de observar o mundo, talvez por isso eu tenha escolhido trabalhar em uma área específica na minha profissão, onde a palavra chave chama-se “interação”.

Ora vamos ao conceito de interação: “Ação que se exerce mutuamente entre duas ou mais coisas, ou duas ou mais pessoas; ação recíproca…”. Claro como a água límpida. Bom mas o que isso tem a ver com a pergunta da bela garota? Eu simplesmente disse a ela que não havia nada de errado com ela e também, muito provavelmente, com ele. Na vida tudo é uma questão de interação, cada ser humano, independente do meio que habite, dos bens que possua, do conhecimento que adquiriu é um poço de complexidade. Isto é um fato. Somos todos cheios de manias, desejos, defeitos, virtudes, etc. Daí interagir é um processo, não uma vontade. Talvez a fórmula esteja em ceder, desde que isso não cause nenhum mal a quem está cedendo; talvez mudar para se adequar, observando é claro, que a mudança trará benefícios não só para aquele relacionamento, mas para todas as outras interações da vida.

De forma simples eu diria, que a vida cotidiana se torna cada vez mais complexa, em função das inúmeras possibilidades, querer estar com alguém não é o suficiente, o mundo muda a cada segundo, as pessoas são bombardeadas pelos meios de comunicação, e começam a criar padrões do “certo” e do “errado” não porque pararam para pensar nisso, mas porque quase de forma subliminar a mídia coloca na cabeça das pessoas o que é certo e o que é errado. Infelizmente na interação dos dias atuais a um muro muito alto chamado beleza, as pessoas cada vez mais dão importância a esses padrões, por isso a corrida doente para ter o corpo perfeito, regimes malucos, gastam milhares de unidades monetárias alterando seus corpos. Essa corrida é realmente necessária?

Enfim sem mais polêmicas eu diria que não há quase nada de errado com as pessoas, cada um tem seu papel, suas vontades, seus sonhos. Reflita e observe que o tempo não pára, busque na essência ser feliz, tenha uma visão diferenciada do mundo, isso talvez te custe caro num primeiro momento. Ser crítico te torna diferente, porque o resto do mundo vai começar, paradoxalmente, a te criticar também. Mas aí você vai descobrir que não há nada de errado em você, e sim que você faz parte de um seleto grupo de pessoas que ainda sobrevivem sem influências de forças movidas pela sociedade do consumo e da propaganda que ditam as regras de como ser um “cara legal”.

Interaja ! Mas não esqueça, sempre busque o mundo melhor para você e para os outros com quem você interage.

18/09/2009

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