As quantas oportunidades dadas e deixamos passar.
Logo que percebemos que passou achamos que foi melhor, será que realmente foi?
Gostamos de ser exploradores de mundos, de pessoas e de nós mesmos.
Um dia de cada vez é melhor do que atropelar o futuro, que está, e deve ficar no futuro.
É assim que podemos viver, a observar e decidir.
Mas algumas pessoas talvez passem a vida toda sem pensar em escolhas, vontades, apenas vivem.
Que caminho tomar? Que estrada seguir? Quem encontrar? São perguntas nunca feitas.
Uma incrível vontade de encontrar o que não existe.
E as histórias se repetem, comigo, com você, com o vizinho, e com nossos irmãos que vivem do outro lado do mundo.
Basicamente viver é fácil, se pudéssemos usar todo o conhecimento já adquirido simplesmente do que observamos sem precisar ler nenhum livro.
Ufa! Mas se viver é tão fácil assim, porque as pessoas quase sempre reclamam de suas vidas?
Será que reclamamos demais? Teoricamente está tudo ai escrito e explícito, basta observar e seguir o caminho.
Como pode dar errado então? Com tantos “cases” de sucesso, Por que erramos tanto?
Atração pelo desconhecido, pelo complexo, pelo desafio, será que precisamos conviver com energias opostas para aprender a viver?
Por que não poderíamos ter uma vida que fosse “só sucesso”? Acho que a tal balança existe mesmo.
Ora se até os contos de fadas tem o velho enredo que vai do sofrimento até o “ser felizes para sempre”.
Refazendo as contas da vida então ser feliz é necessariamente ter mais momentos felizes que infelizes?
A matemática do viver é mais nebulosa, pois gera expressões complexas, que tendem a não ter uma única solução.
Logo penso, que se continuar pensando nisso talvez eu esteja adicionando mais complexidade em algo que já tende a ser complexo.
Gosto de pensar que as pessoas que tem menos conhecimento são mais felizes, por que questionam menos, se contentam com o pouco que tem em seu mundo.
Usinar conhecimento não deve ser uma boa pedida, senão você entrará em “loop”.
É simplificando que talvez seja mais fácil levar a vida, sem pensar muito, viver (quase) de forma irresponsável, por que parece que o mundo pirou e os valores mudaram.
Mas o texto termina, talvez, como começou. É tudo uma questão de equilíbrio, se um dos pratos da balança tender muito para um lado, seja um pouquinho mais “burro” ou “esperto” talvez assim dê certo.
(23/01/2010)
gostei dos seus “fragmentos”…
gostei de saber um pouquinho o que passa nessa sua cabeça louca, eletrica, viajante…
to imaginando vc escrevendo essas coisas , melhor, vc falando… profundo…
Por: geysa em 19 março, 2010
às 11:47
Em algum momento do texto me perdi, mas logo em seguida me reencontrei. De fato (ou pelo menos falando por mim), aqueles que questionam (principalmente a si mesmos) tendem mais a cair num “loop”. Bom seria se conseguíssemos seguir o “caminho do meio”, o sermos o “fiel” da balança ou simplesmente ignorarmos nossa existência (muitos fazem isso inconscientemente e… são felizes…).
Por: rubem em 21 abril, 2010
às 11:49
Em poucas palavras, mas com muito conteúdo, conseguistes sintetizar um mar de idéias a respeito do que se passa na tão complexa mente humana. Fiquei profundamente instrospectivo após ler este texto, e infeliz por ter ciência que a ignorância de muitos ainda prepondera sobre um bom intelécto contribuinte da hermeneutica. Otimo texto! Filósofo contemporâneo nato!
Por: Henrique Guimarães em 12 outubro, 2010
às 1:10